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Versão v1.0

Objetivo

Definir o recorte funcional estrito da v1.0 do SSDOi.

A v1.0 deve ser entendida como um núcleo de cálculo e integração, sem interface gráfica de operação e sem módulo amplo de administração de cadastros.

Enunciado de referência da versão

A v1.0 prevê:

  • avaliação automática de disponibilidade hídrica superficial com BHO v6;
  • avaliação simplificada de águas subterrâneas por balanço por zonas;
  • integração com os serviços CNARH e SNISB da ANA;
  • parametrização única dos modelos matemáticos e das configurações, definida diretamente no código;
  • ausência de interface gráfica.

Premissas obrigatórias da v1.0

  • A v1.0 é um sistema de avaliação semiautomático, não de um sistema completo.
  • A v1.0 será consumida por serviço, integração ou execução controlada pelo backend.
  • A v1.0 não deve depender de telas para cadastro, parametrização, administração ou operação cotidiana.
  • A v1.0 deve trabalhar com um conjunto único de parâmetros embutidos no código da versão.
  • A v1.0 deve priorizar análise simplificada de quantidade de águas superficiais e subterrâneas.

Funcionalidades principais contempladas na v1.0

A v1.0 contempla parcialmente três Funcionalidades principais do SSDOi, com foco no núcleo mínimo necessário para avaliação automática de disponibilidade hídrica.

1. Núcleo de Análise de Outorga

Na v1.0, esta Funcionalidade principal corresponde ao sistema inicial de avaliação automática, responsável por:

  • simular disponibilidade hídrica superficial por trecho de rio com base na BHO v6;
  • calcular balanço hídrico superficial considerando trechos de rios e reservatórios quando aplicável;
  • executar balanço hídrico subterrâneo simplificado por zonas;
  • simular impacto de novas solicitações de usos de águas superficiais e subterrâneas;
  • considerar efeito acumulado de usos existentes quando os dados estiverem disponíveis no recorte da versão;
  • identificar indisponibilidade hídrica para novos usos;
  • gerar indicadores técnicos mínimos para apoio à decisão.

2. Núcleo de Parametrização do Sistema

Na v1.0, esta Funcionalidade principal é restrita à parametrização única definida diretamente no código, sem interface gráfica e sem administração operacional de parâmetros.

O recorte inclui:

  • parâmetros globais necessários à execução da versão;
  • referência à BHO v6 utilizada no balanço de águas superficiais;
  • parâmetros hidrológicos e hidrogeológicos mínimos usados pelos cálculos;
  • regras específicas de análise necessárias à avaliação simplificada de águas superficiais e subterrâneas;
  • rastreabilidade da configuração aplicada na execução.

3. Núcleo de Integração com Sistemas Externos

Na v1.0, esta Funcionalidade principal contempla as integrações mínimas necessárias para o cálculo e para interoperabilidade com sistemas da ANA.

O recorte inclui:

  • integração com o CNARH para obtenção e/ou envio de dados pertinentes à análise;
  • integração com o SNISB para dados de barramentos e reservatórios;
  • uso da BHO v6 como base hidrográfica de referência;
  • tratamento explícito de falhas de integração;
  • registro da origem dos dados externos utilizados.

Escopo incluído na v1.0

1. Recepção de solicitações para avaliação automática

A v1.0 receberá, por contrato de serviço ou mecanismo equivalente sem interface gráfica, uma solicitação contendo os dados mínimos necessários para análise:

  • identificador do processo;
  • interferência de uso da água a ser analisada;
  • coordenadas geográficas;
  • regime temporal da captação;
  • dados complementares exigidos pelo tipo de análise.

2. Avaliação automática de disponibilidade de águas superficiais com BHO_v6

A v1.0:

  • validará o ponto informado;
  • localizará a interferência na base hidrográfica oficial;
  • identificará o trecho e a cadeia topológica relevante;
  • calculará a demanda incidente;
  • propagará o impacto à jusante;
  • considerará reservatórios regularizadores, quando aplicável;
  • produzirá resultado técnico estruturado da disponibilidade de águas superficiais.

3. Avaliação simplificada de águas subterrâneas por zonas

A v1.0:

  • localizará a solicitação na zona subterrânea correspondente;
  • usará a disponibilidade configurada para a zona;
  • calculará o saldo remanescente a partir das demandas consideradas;
  • produzirá resultado técnico estruturado da análise de águas subterrâneas.

4. Integrações mínimas com serviços da ANA

A v1.0:

  • consumirá ou interoperará com serviços do CNARH para obtenção e/ou envio de dados pertinentes à análise;
  • consumirá ou interoperará com serviços do SNISB para acesso a dados de reservatórios necessários ao cálculo;
  • registrará a origem externa dos dados utilizados.

5. Resultado técnico estruturado

A v1.0 devolverá, sem dependência de interface gráfica:

  • resultado da avaliação de águas superficiais ou subterrâneas;
  • dados de entrada considerados;
  • parâmetros fixos utilizados;
  • indicadores produzidos;
  • rastreabilidade mínima da execução.

Escopo explicitamente fora da v1.0

Não fazem parte do recorte obrigatório da v1.0:

  • interface gráfica para cadastro, consulta, administração ou operação;
  • módulo de gestão manual de pedidos com CRUD completo;
  • listagem operacional de pedidos com filtros de usuário;
  • importação manual em lote por tela;
  • manutenção dinâmica de catálogos e parâmetros por usuário;
  • versionamento funcional de configuração por ambiente;
  • sistema de análise de qualidade de águas para avaliação de lançamento de efluentes;
  • análise avançada de interferência entre poços por Theis ou Hunt;
  • fluxo completo de DRDH, obras hídricas e OGP.

Consequências para a especificação funcional

Para a v1.0, os requisitos serão redigidos como capacidades de serviço e cálculo, e não como funcionalidades de interface.

Assim:

  • “cadastrar pedido” será entendido como “receber uma solicitação válida para avaliação”;
  • “alterar pedido” e “listar pedido” não são capacidades obrigatórias da v1.0;
  • “parametrizar variáveis” será entendido como “aplicar parâmetros fixos embutidos na versão”;
  • “manter reservatórios” não é requisito operacional da v1.0; o que é obrigatório é consumir os dados necessários do SNISB e os aplicar ao cálculo.

Decisões consolidadas para implementação

  • A v1.0 será implementada como núcleo de avaliação automática orientado a serviço.
  • A base hidrográfica de referência da análise superficial da v1.0 é a BHO v6.
  • A análise subterrânea da v1.0 é simplificada e baseada em zonas.
  • Os parâmetros de cálculo da v1.0 são únicos e definidos no código.
  • O produto da v1.0 é o resultado técnico estruturado da avaliação, não uma interface de operação.